(Ah! Para que precisam eles de relações.
Eu estou ao lado dela, e vejo o olhar dela. Ouço as palavras dela. E os olhos dele, só olham para o fundo dela. Não por ordem dele, mas é a única coisa que ele consegue, ali, fazer. Falam de... música. E de coisas irrelevantes. Como a cor das sapatilhas, ou outra merda qualquer. Falam.
Do outro lado do sofá, em frente deles e com a conversa nitidamente apagada pela "Love Me Do" está outra eternidade. Ela a tentar não dizer com as mãos o que sente pelo cabelo dele. E ele: ele... nem consegue olhar para ela - com medo de que a música se apague e que quem fique por cima seja a cor das meias dela. Não falam.
Ao meu lado esquerdo, oh. Um namoro de horas, com toda a felicidade de um prato de gelado partilhado + uma surpresa no fundo. "Queres namorar comigo?" Grande excitação por aquela frase maravilhosa.
Ah... à minha frente, do lado direito... - ainda não tirou o olhar de mim - e não percebe que eu não o vou olhar. Quando te peço um cigarro, só estou a pedir um cigarro. Quando digo que me vou embora, é mesmo porque vou embora. "Não, fica..." Não fico. Porque não posso. E não quero. E nem é por ti. Raios!
Para que precisam eles de relações?
Antes, uma hora antes, recebo uma mensagem. Não... E nem quero saber o teu nome.
Alucinante. Deambulante. Ébrio. E passas... O teu nome na memória do meu telemóvel é difícil de soletrar... E passas. E só quero esquecer o teu nome.
Para que pergunto eu o que é que eles são.)
sábado, 8 de maio de 2010
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