quinta-feira, 31 de março de 2011

you are not your whole past.

A minha vida começou a ficar tão confusa. Com tanta gente dentro, com tantas histórias e ideias, e olhares, e coisas. Com coisas efémeras, que não me importam. Quero perder tudo o que já vivi. Hoje, este é o meu pedido. Quero poder libertar-me disso tudo. Quero mesmo. Acordar de manhã, abrir os olhos, e ver a parede linda reflectida no espelho, as fotografias que estão na parede, desaparecerem... Levantar-me e olhar para tudo pela primeira vez. Por favor... O tempo não pode parar um bocadinho? Não quero construir mais coisas que se hão-de ir embora. "Porque é que não me dizes as coisas tal como elas são?" Assim, se eu soubesse que não vou ver-te mais, não via. E pronto. Era isso. Acabava-se. Mas, se eu soubesse, que as páginas nunca se viram totalmente, que fica tudo rasgado, amarrotado, e quando vemos de longe o nosso livrinho, pelo interior, está tudo tão bem pintado das nossas cores favoritas nas páginas das pessoas favoritas dessas cores. Olha, merda. Quero largar tudo! Comprar um livro novo. E saber quem quero pôr lá! Porque sei. E a vida não me vai comandar, de hoje em diante. Sou eu que vou colar as fotografias nas paredes. E sou eu que vou colar as fotografias nas folhas do meu livrinho pessoal e novo. E, por baixo delas, sou eu que vou escolher a legenda, e vou escrevê-la eu mesma.
As forças e a compreensão difusa não são brilhantina.

Mr. Writer - Stereophonics

terça-feira, 29 de março de 2011

segunda-feira, 28 de março de 2011

Love's just the way people found of building certainties.

sábado, 26 de março de 2011

Tenho tanta coisa dentro de mim. (Só te conto a ti tudo o que sou.) O blog está a ser tão pequenino.
Tu esperaste por mim.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Por favor, vem para casa comigo, amor... Vem.

terça-feira, 22 de março de 2011

Quando morrer, deixo de saber pensar.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Saiu À Rua - Luísa Sobral

Sinto-me ligada a ti com nós que já não saem.

domingo, 20 de março de 2011

No Surprises (Radiohead cover) - Regina Spektor

«Hum, e dormir ao pé de ti é das maiores deliciosidades de sempre.»

sms24

«Bom dia, meu amor. Vou falar baixinho para não te acordar... O dia de ontem ensinou-me muita coisa. Nomeadamente, que só vou ser feliz se confiar cegamente em ti e que quero lutar para mandar um chuto a qualquer rapaz que apareça, porque te quero só para mim. :$ E ai de ti que deixes mais alguém sondar o meu coração. Já está na altura de termos um mundinho privado bonito. Já estou melhorzinho, mas só vou ficar bem quando acordares e eu sentir que te sou único. Será que me queres da mesma maneira que eu te quero? :) Hum, e dormir ao pé de ti é das maiores deliciosidades de sempre. Je t'adore, vou esperar. <3»

sábado, 19 de março de 2011

sexta-feira, 18 de março de 2011

sms23

«Se eu alguma vez acreditar no Destino, vai ser pela nossa história, Inês. Podíamos ter avançado, mas alguma parte de nós nos disse para esperarmos. E alguma coisa, sejo o Destino, seja a intensidade que ficou das nossas memórias, te está a tornar forte para lutar e está-me a tornar imune a pensar nas coisas que fizeste. Porque eu lembro-me de todas, mas acho, do fundo do coração, que estás a mudar para aquilo que sempre me falaste querer ser... Estou a ser concreto, falo quando não tiveres soninho. E tenho a certeza que nunca na tua vida nenhum rapaz te deu tanto e dá tanto como eu. É bom saber isso, porque lutei por esse lugar. E agora, estou calmo.»




(unknown date)

sms 22

«(Estás de azul... Adoro azul... Obrigado.)

(17th of March of 2011)

sms21

«I want you to fight for me. To love me, to want me. I want to feel you inside me, but without the fear and the pain. I want you to make me strong, like I did to you. I want you not to trade me nor giving up on me. To stop those silly theories. You'll never be dead as long as you have sth to fight for in me. And you have all of me to fight for, because if the day comes when you get me back, I'll be yours. All of me. It's called loving and being loved.»



(unknown date)

quarta-feira, 16 de março de 2011

The suburbs - Arcade Fire

Se me pudessem esvaziar, e saber o que eu sinto.

terça-feira, 15 de março de 2011

Ciclos

Ciclo:

1. Série de fenómenos que se sucedem numa ordem determinada.

2. Parte de um fenómeno periódico que se efectua durante certo espaço de tempo.

3. Período sempre igual de determinado número de anos no fim dos quais devem repetir-se na mesma ordem os sucessos astronómicos ou os factos determinados pelas mesmas causas ou influências.

(…).

Todos nós vivemos em ciclos. Os saudáveis, claro, andam vivendo conforme os ciclos. Os ciclos. Os outros, coitados, vivem nas bordas dos ciclos. Repetem-se. São disformes, para além de pesados. Os ciclos. E os ciclos não são feios pelo que os outros fazem deles… (Não são como a vida.) Não. Os ciclos são feios apenas porque nasceram ciclos - a repetição de algo passado. A falta de originalidade. Os ciclos. Complexidade imitada: os ciclos. Braquimetropia forçada… Novamente. Negligenciada. Estupidez. Porque. Os ciclos. Incansavelmente, os ciclos. Não se vão embora, nem que os expulsemos. Os ciclos, nem que deixemos de comer, os ciclos. Deixamos de sentir, os ciclos. Deixamos de viver: o ciclo. Agora, os ciclos são apercebidos por aqueles que não pretendem viver sem ciclos. Os ciclos. Depois. Os não saudáveis. Os tais. Os ciclos. Não existem por acaso. Ou sim. Talvez, os ciclos. Existam apenas para os configurados (pelos ciclos), e não existam. Os ciclos, para os que têm saúde. Existem? Os ciclos. Existem. Repetem-se? Não. Os ciclos, sim. São maus? Tanto quanto o nosso ego quiser um ciclo. Portanto, o ciclo. Todos nós vivemos em ciclos…

Um. Dois. Dezoito. (Ciclos). Amo-te. Um. (ciclo.)

Depois de nos apercebermos dos ciclos. (À nossa frente: atrás de nós: no topo e no que nos sustém: à esquerda: amanhã: segunda-feira: Agosto: na pantomima: no rio: depois: entretanto: na mãe: na Coca-Cola: no avô não morto: no português: na nuvem). Conseguem ver os iluminados (= com luz) as cores dos Ciclos. Os ciclos. Têm cores.

E é isso o bonito dos ciclos.

O verde. O cinzento. O laranja. O azul-esverdeado. O preto. O brando roxo. E o (meu) azul.

Os ciclos. São todos diferentes. E são ciclos! Vivemos em ciclos. Se não, não morríamos. Ou não morremos. Então, não vivíamos. Os ciclos. Faz eles o que querem de nós. Só temos de ver as suas cores. Os ciclos. São tão bons quanto nos ensinam a ser. Os ciclos. Esta não sou eu. Sou o mesmo ciclo. O outro ciclo. O ciclo que agora vivo. Até porque, apesar do dois ciclo, vivo agora. Não vivi no ciclo da cor que passou por mim. Antes. Vêm? O ciclo. É o meu. E não podemos não viver todos em ciclos. (Assim, escolho o meu ciclo. Mas não conto a ninguém o segredo... Ou então toda a gente saía do ciclo. - E era feliz.)

domingo, 13 de março de 2011

«A diferença entre o medicamento e o veneno está na dose.»

sábado, 12 de março de 2011

Talvez isto seja o fim. De alguma coisa o é. Disso tenho a certeza. Do nada, ou do tudo. De mim, ou do mundo.

A Valsa Do Equador - Rodrigo Leão



Se algum dia me casasse, esta seria a minha banda-sonora.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Dying is hard.

quarta-feira, 9 de março de 2011

A tristeza é imensa e eu não posso chorar. Tudo é feio. Tudo é feio.

(just to remember)

http://www.allmusic.com/album/grease-original-soundtrack-r113664

Somebody To Love - Glee Cast

Aposta-se aqui que quando o Sol acabar, ela será fácil, banal, irritante e sem qualquer traço de inteligência.

terça-feira, 8 de março de 2011

«What you focus on grows stronger.»

Set Fire To The Rain - Adele

Não é falta de inspiração: é demasiada presença de laziness.

(Agora que penso nisso, a preguiça rouba-nos três quintos da vida.)

sms20

«Eu esmero-me sempre, para ti.»

sms19

«Eu pensei em como... Nunca ninguém precisou de mim, amor. Precisar, no verdadeiro sentido da palavra: sentir-se inacabado se não tiver determinado elemento. Precisar é precisar ao longo do tempo, continuamente. E agora, apercebo-me que um dia deixaste de precisar de mim. Caíste e reparaste que precisavas.»

segunda-feira, 7 de março de 2011

domingo, 6 de março de 2011

sms18

«Tu e eu combinamos duma maneira surreal. O poder que temos um no outro é sempre maior que aquilo que eu calculo. Eu já chutei o P. de dentro de ti, tu já me fizeste esquecer tudo e mais alguma coisa da R. e estás prestes a apagar-me a D. perfeitamente. O que temos é maior que amor (não tem lógica, mas é) e sabes como sei? Eu não me limito a tirar de ti all the bad stuff. Fazê-lo já é amor. Mas eu ainda te aliso a pele e acaricio-te as cicatrizes com aquilo que eu sou. Eu sou aquilo que temos, não apenas uma parte de mim. E tu fazes o mesmo comigo. E esta coisa de pensarmos à mesma velocidade, sentirmos à mesma velocidade... É maravilhosa, porque tu gostas da minha face negra e amas a face boa. Mas tu é que deixaste de me amar, um dia... Ou perdeste-te com as tuas coisas. Não és tu que tens de estar insegura: eu ainda lutei dois meses por ti, depois de deixares de me querer. Para estarmos quites, deverias lutar dois meses por mim sem eu te querer. Mas eu não sou assim e eu quero-te. Por isso, o que resta é o medo que tudo volte a acontecer tão de repente como já aconteceu.»

sms17

«Amor... O que se passa com as pessoas? Elas não sofrem a sério. E quando sofrem, enchem-se de orgulho ferido. Que se passa? Quando é que deixaram de sentir? Foi pelos pais que exigem a mais de nós? Foi pela perda de amigos? Foi pela obsessão com o futuro e a carreira? Como é possível? Como é possível que as pessoas não chorem qiuando perdem alguém... Como é possível que não chorem quando não têm tempo para dormir, para conhecer... Quando a escola lhes suga tudo o que há de bom... Quando têm os pais separados ou divorciados ou os irmãos a quilómetros de distância... Que não aprendam com os erros... Eu não entendo. E eu sou forte e tenho todos os dias medo de chorar. Porque quase nunca ninguém me viu chorar e esperam de mim tudo o que eu não sou. Eu sou complexo, estranho, desorganizado, inseguro, sociável, divertido e simpático. Eu não posso dizer a alguém que está bonito hoje sem parecer interessado ou tarado. Eu não posso dizer a ninguém que errou sem ser ignorado. Eu não posso dizer a ninguém que gosto de chuva sem me acharem esquisito. Eu não posso dizer a ninguém que não me interessa a minha média do secundário sem me acharem infantil. Para quê? de que me serve ter vintes e ir para as melhores universidades, se for infeliz como eles? Porque é que as pessoas não aprendem que é mau sermos todos iguais? Porque é que agora se diz "amo-te" de amigos para amigos, como se fosse um "bom dia"? Porque é que esmagam os outros só para se ver o vosso sorriso antes do dos outros? Como é possível que são felizes sem os que vos rodeiam? Que merda de mundo insensível é este? Ninguém é capaz de tocar no ombro de uma cara cabisbaixa e dizer "Olá"... Há regras, há códigos, há seguranças. E quando finalmente tocam no ombro de alguém não é para perguntar "Estás bem?". É para dizer "Sorri," e não ouvir a resposta.»

sábado, 5 de março de 2011

Who You Are - Jessie J

sms16

«Obrigado, amor. Eu gosto imenso dele, acho que é o único entrevistador talentoso da televisão portuguesa. E adorava fazer o que ele faz, mas os meus pais não me apoiam. Tu sabes como sou viciado em descortinar pessoas.»

sexta-feira, 4 de março de 2011

Não te posso dizer o quão feliz me tens feito.
(Mas vou-te pôr cor no peito.)

Live Lounge Special, Adele











quinta-feira, 3 de março de 2011

quarta-feira, 2 de março de 2011

terça-feira, 1 de março de 2011

Há coisas que não mudam

Quando, antes, eu sentia amor por algo teu, pensava que era teu e toda tua. Esse algo, afinal, não tem nada senão de físico. Tinhas um cabelo amoroso, e agora tens barba. Físico é fátuo.
As coisas continuam físicas, e o teu charme de segunda.
E quando agora penso que estou a sonhar, não estou. Vivi e deixei de viver, para agora viver outra vez.
E já estamos em Março.

If You Were A Sailboat - Katie Melua



«If you were a sailboat I would
sail you to the shore.»