segunda-feira, 18 de outubro de 2010

sms11

"Gilberta, se tens algo a dizer, algo a querer esclarecer... Diz hoje. Hoje... Vou decidir esquecer-te e cumprir, custe o que custar. Tenho passado semanas miseráveis. E se não te lembras do quanto me amas (amavas), nem do quanto nos demos um ao outro, nem do quanto precisas de mim, nem dos nossos momentos (com ou sem abraços, com ou sem beijos, com ou sem arrepios, com ou sem "amo-te"...), então nada estou a fazer ao pé de ti. Eu não vou ser mais uma cicatriz doente tua, em que me falas semana sim, semana não, e em que ficas triste sem mim um dia, para no dia a seguir seguires em frente, em vez de me quereres e lutar. Sim, já sei qual é a tua natureza. E entendo tão bem esse teu cérebro e faltas de memórias. Sei que estás a tentar tratar de ti... Sei. Mas também sei que durante todos estes meses nada disso foi um problema e completámo-nos naturalmente. Eu não consigo deixar de te amar, não consigo deixar de precisar de ti. Já tentei com toda a gente e ninguém me segura como tu. A segurança que me davas era única. Bem, sinceramente, foi a primeira vez na minha vida que senti segurança. Mas o teu egoísmo faz-me sofrer. Os flashes que tenho de tanto te querer põem-me doente. Eu lembro-me de tudo e sei como funcionas. E não te vou manipular para satisfazer as minhas necessidades. Já errei muito, mas não consigo ser insensível. Enquanto que outras pessoas demoram dias até me acalmar o cérebro, tu só precisas de me chamar "amor". E isso era a melhor coisa do mundo. :) Para o ano, é outro mundo e só aí é que se costuma dar valor ao que se perdeu. Mas se esperar, temo por mim. I really do. Tenho tantas saudades tuas e tanto meu para te mostrar. Mas ser amado por aquilo que eu sou é um cliché, mas também a maior necessidade humana. E era isto que tinha escrito à tarde, mas tremo todo. Amo-te, pequenina. Desculpa.*"

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