sábado, 16 de abril de 2011

Fool's in love thing

«Minha Inês,

Adorei a tarde de hoje. Adorei, porque foste muito cuidadosa. Com tudo. Com a roupa, com as palavras, com o toque. Sabes o que mais gostei? Que tenhas admitido sempre que te sentias a ter uma fraqueza, porque não me dói nadinha amparar-te.
Ai... Fiquei tão inundado em amor com tanta coisa. Vou dizer duas que me lembro e que me fazem sorrir como um doido: uma, respondeste por mim a uma mensagem com o meu telemóvel. Sempre achei que isso era coisa de casal sem segredos e que confia plenamente um no outro. Sempre sonhei em estar com alguém que soubesse sempre o que responder por mim nas minhas coisas, seria a relação mais simbiótica de sempre. É parvo achá-lo? Gostava que respondesses a todas as minhas mensagens e telefonemas por mim, excepto as que são de mim para ti, ihih. Bom, a segunda coisa foi quando disseste que enquanto esperávamos pelo elevador que passa pelo 14º andar, poderíamos namorar um bocadinho, para o tempo não demorar a passar. E eu amei-te que nem um tolo nesse segundo, porque me imagino TANTO a fazê-lo contigo. Adorava viver num sítio alto. O resto das coisinhas todas vou-te dizer por mensagem, assim que me responderes. (Espero que não demore muito e que não seja pelo teu papá, porque eu fico instável e não quero ficar, mas ao mesmo tempo o teu bem-estar é a única coisa em que ainda acredito).
Eu sou feliz contigo. E o passado é estúpido. O dia de hoje foi e está a ser bonito.

Eu tiro os meus óculos para veres os meus olhinhos melhor.

Com todo o amor,
Eurípedes

P.S. - Podemos estar juntos para a semana? Espero que possas.»

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