quinta-feira, 31 de março de 2011

you are not your whole past.

A minha vida começou a ficar tão confusa. Com tanta gente dentro, com tantas histórias e ideias, e olhares, e coisas. Com coisas efémeras, que não me importam. Quero perder tudo o que já vivi. Hoje, este é o meu pedido. Quero poder libertar-me disso tudo. Quero mesmo. Acordar de manhã, abrir os olhos, e ver a parede linda reflectida no espelho, as fotografias que estão na parede, desaparecerem... Levantar-me e olhar para tudo pela primeira vez. Por favor... O tempo não pode parar um bocadinho? Não quero construir mais coisas que se hão-de ir embora. "Porque é que não me dizes as coisas tal como elas são?" Assim, se eu soubesse que não vou ver-te mais, não via. E pronto. Era isso. Acabava-se. Mas, se eu soubesse, que as páginas nunca se viram totalmente, que fica tudo rasgado, amarrotado, e quando vemos de longe o nosso livrinho, pelo interior, está tudo tão bem pintado das nossas cores favoritas nas páginas das pessoas favoritas dessas cores. Olha, merda. Quero largar tudo! Comprar um livro novo. E saber quem quero pôr lá! Porque sei. E a vida não me vai comandar, de hoje em diante. Sou eu que vou colar as fotografias nas paredes. E sou eu que vou colar as fotografias nas folhas do meu livrinho pessoal e novo. E, por baixo delas, sou eu que vou escolher a legenda, e vou escrevê-la eu mesma.

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