sábado, 16 de julho de 2011

«Na tua carta ainda mencionas que “o princípio que subjaz à moral não é a mera sobrevivência, mas sim a aquisição de uma vida abundante e plena”. Penso que não te referes tanto a princípio mas sim à finalidade ou função da moral. Aqui reside o problema que in praxis ocorre frequentemente: sendo “uma vida plena” algo difícil de ser definido unanimamente por toda a humanidade – ao contrário da “mera sobrevivência” – torna-se necessário pré-definir quem ou o quê determinará quando é a vida de um indivíduo plena e quando não é. Deverá ser o próprio individuo a determinar da plenitude da sua vida? Se não for, quem será? Se diferentes grupos atribuírem autoridade a diferentes perspectivas, não estará isto na origem dos conflitos que já referi entre as várias perspectivas religiosas na procura de imporem a sua “definição” de absoluto, no caso concreto a sua definição de vida plena?»

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