domingo, 17 de julho de 2011
sms53
«Tu não tens feito nada de mal. Estas coisas vêm do passado. Algumas são dores que tens de segurar em mim, outras são dores que já seguraste. Mas as críticas não vêm da minha dor, vêm da minha amizade contigo. Só te critico quando fazes algo que não está em concordância com o teu modo de ser, ou quando ages segundo o oposto das tuas crenças, ou quando há hipocrisia. Estás a confundir as minhas críticas com a minha abertura de sentimentos, meu amor. Depois de tudo o que nos aconteceu, nem devia ser capaz de dizer que gosto de ti. Mas não só o falo, como ainda espelho quando fazes algo que me dói muito muito. Como quando me deixas sozinho. Nessas alturas, choro muito, porque é como se, sem ti a prender o penso, o sangue jorra. Nessas alturas, não te critico, queixo-me. E sou mau porque, se não for, não sinto a culpa que me faz voltar. Eu tento manipular-me porque sei que é contigo que devo ficar. E também há alturas em que junto ambas as coisas, em que te critico objectivamente ao mesmo tempo que choro por me lembrar das razões que me fazem criticar. Porque eu já não sou simples amigo, 80% das tuas acções foram contra mim ou recaem sobre mim. Tens de confiar que eu posso ter razão no que digo sobre ti, ainda és a única coisa em que sinto lucidez. Assim como tens de identificar quando não passam de crises minhas estúpidas. A questão é que se a minha última crise estúpida foi no último dia de aulas, eu ando agora é a ter explosões de dor à medida que passamos pelos dias em que eu mais sofri o ano passado. Explosões que, para não te magoar, se transformam em implosões. Vais achar ridículo mas eu ando a dar-te uma prova de amor enorme ao conseguir comunicar onde te critico. Pronto, achaste ridículo. Mas é. Se eu não me importasse, não abria a boca, meu amor, é-me muito mais fácil entregar-me ao que me arde, uma vez que já estou habituado. Mas eu tento. Mil. Mil, dizer-te em que deves estar atenta a ti. Desculpa se às vezes não o consigo fazer de forma adequada e te magoo, eu sei, eu sei, mas é tão complicado separar a raiva das minhas palavras. É como combater, em tempo real, um tumor galopante que está prestes a chegar-me à boca e a impedir-me de falar. Com tudo o que sou, desculpa. Esta tarde, com a minha explosão, lembrei-me de promessas tuas que quebraste a mim, de coisas que disseste a outros rapazes que nunca te verei dizer, e do quão precipitada eras. E és. Mas não importa. Um dia, vais entender. Acho que já entendes, mas não sentes: eu dei tudo por ti. É algo gigantes, sabes? Eu aceitei envolver-me numa demanda que me iria tirar o ar todo durante um ano ao arrancar-te do P. e tentar ajudar-te nas partes de ti que tu, logo nos primeiros meses, identificaste como "disfuncionais". Se me amas, tenta interpretar o que vou dizer, meu amor: eu sabia ao que ia. Num só ano, por ti, eu não só mudei de casa, como mudei de amigos, de escola, de gostos, como perdi a minha namorada, deixei de tocar e ir à música, deixei de me importar comigo, morri. Eu comprometi a minha vida futura e abafei o meu passado. E perdi, em todos os aspectos. Mas não me arrependo. Na-da. Amo-te ao ponto de andar há meses a tentar sair de mim para não haver cá dor e ressentimentos que me impeçam de te dar tudo. Ando a lutar contra mim. E se eu pudesse, oh meu amor, se eu pudesse trocava de cérebro para um limpo e amar-te-ia sem ardor. No momento em que me respondias à explosão, três pessoas, ao mesmo tempo, me mandaram uma mensagem. Sem combinarem. E eu sangrei. Só consegui ler: "Ela só te faz mal, pára de te dar." "Lembra-te do quanto choravas." "Isso já é doença, já não é amor.", e tudo me começou a sufocar. Hoje, estou no estado em que devia estar ao voltares. Uma vírgula tua vai fazer-me ter um flash mau. Uma sílaba vai fazer-me cair. Mas o teu silêncio vai fazer-me morrer, por isso, quero ficar aqui. Aqui, ao pé de ti. Aqui. As três pessoas foram a Sah, a minha prima e a Mariana Guerra, sei que vais perguntar. Estou em casa, de manhã fui à missa e almocei no Palácio, voltando às 16h. Não comi nada, não estudei nada. O meu gatinho levou uma injecção muito cara. E acho que +e tudo, espero não ter falhado em nada. Preciso de tempo para gerir tudo o que me disseste. Pronto... Can I tell you I want you? <3»
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